quarta-feira, 8 de maio de 2019

CPI da Saúde é pauta da oposição na Câmara Municipal de Vereadores



Vereadores de oposição pregam "CPI" para investigar denuncias na saúde de Imperatriz 

Vereadores  da oposição pregam CPI para investigar denuncias na saúde
Imperatriz - A instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) volta a ser a pauta principal nas articulações da bancada oposicionista ao prefeito Assis Ramos na Câmara Municipal de Imperatriz. São necessárias sete assinaturas para encaminhar o pedido de instalação à Mesa Diretora. A oposição conta com cinco e corre atrás de mais duas adesões no “bloco de insatisfeitos”.
O anúncio da estratégia de investigação direta de denúncias de má gestão e do caos que se instalou na saúde municipal foi feito pelos vereadores Bebé Taxista e Carlos Hermes. Este último sugeriu, inclusive, uma intervenção imediata na saúde.
Vereadores da oposição vêm acompanhando in loco nos últimos meses o funcionamento do Hospital Municipal (Socorrão), do Hospital Infantil, de postos de saúde e de unidades de atendimento especializado. Constataram diversas irregularidades no atendimento a pacientes; falta de leitos, de medicamentos e de insumos básicos; fila de espera para cirurgias; equipamentos quebrados; entre outras denúncias de má gestão, de insatisfação de enfermeiros e médicos.
Na manhã desta quarta-feira (08), parentes de pacientes internados no Socorrão que esperam por cirurgias protestaram em frente à porta do hospital.
Em pronunciamentos na Câmara Municipal, os oposicionistas ocuparam todo o chamado Grande Expediente para tecer duras críticas ao prefeito Assis Ramos e ao secretário de Saúde, Alair Firmiano.
“O estrangulamento de todo o sistema de saúde chegou ao limite da paciência. Não é mais possível assistir o drama de pacientes e de seus familiares. Hoje somos o canal de insatisfação da população. Ou enfrentamos duramente o problema. A primeira coisa seria a intervenção na saúde do Município. Nada funciona, não há remédios, os médicos não têm condições de trabalho, pessoas estão morrendo. É o caos. Vamos buscar a CPI para apurarmos todas as denúncias”, disse o vereador Carlos Hermes.
“Com a CPI, teremos o poder investigatório, o que vai além do nosso poder de fiscalização”, avaliou Bebé Taxista.
“Não é possível que o secretário venha a esta Casa e diga que houve aumento de investimentos na Saúde, quando a situação só piora de um ano para outro. São tantas as denúncias que não podemos mais esperar apenas as desculpas do prefeito”, reforçou o vereador Ditola.
Como é possível que o Município realize cirurgia de alta complexidade e falte o básico, como remédios, nos postos de saúde?”, questionou o vereador Adhemar Freitas Júnior.

Assinaturas

Os oposicionistas se mostram otimistas quanto à instalação da CPI. Com cinco assinaturas garantidas, esperam conseguir no mínimo mais duas para encaminhar o pedido à Mesa Diretora.
Pedro Gomes, que antes era da base aliada, anunciou que pode até assinar o pedido de instalação, desde que as denúncias a serem apresentadas se mostrem comprovadas. Para a oposição, foi uma vitória. “Quero parabenizar a coragem do vereador Pedro Gomes por essa atitude. Ele sempre se mostrou um vereador preocupado em exercer seu mandato em sintonia com o sentimento popular e agora dá essa demonstração de que está disposto a encarar essa luta. Queremos o apoio dele e vamos trabalhar para conquistá-lo”, declarou Carlos Hermes.
A estratégia é aproveitar o momento de baixa popularidade do prefeito Assis Ramos e da fragilidade de sua bancada para arrebanhar votos ao movimento.
O vereador Aurélio Gomes fez um apelo ao Ministério Público para que se junte aos vereadores oposicionistas na apuração das denúncias que estão sendo feitas pela imprensa e nas redes sociais. “Estamos diante de casos que configuram improbidade administrativa. Queremos aprofundar as investigações e comprovar as denúncias”, reforçou o vereador.     

Texto: Carlos Gaby/Assimp
Fotos: Arquivos

        


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